23 de maio de 2017

Mais um sobre gerascofobia e Laggies

Esse post foi escrito na noite do dia dezesseis de maio de dois mil e dezessete. Uma semana atrás. Mas eu não tinha certeza se publicava ou não. Enfim, publiquei.Resultado de imagem para laggies rotten tomatoes

Então há duas coisas nesse post que me assustam muito. Crescer e procurar bons filmes no catálogo da Netflix. Talvez, esses sejam medos comuns, ou talvez sejam coisas peculiares sobre mim.

Hoje eu faltei aula porque acordei com crise de garganta. Faltar aula pra mim, é muito mais do que deveria ser. Minha mãe me pergunta o dia todo como eu estou, meu pai me faz chás estranhos, minha irmã mais velha fica mais tempo comigo. Faltar aula é a minha saída quando eu estou me sentindo adulta demais. É só um dia em que eu finjo que posso fugir das minhas responsabilidades e ficar em casa sendo mimada e tratada como criança pela minha família. Eu leio o dia todo e assisto filmes. Eu não faço nada do que deveria fazer e isso me faz muito feliz. Hoje, como estava combinado entre eu e o cosmos, eu deveria ver filmes. Então eu enfrentei meu medo de passar duas horas floating no catálogo de filmes e abri o Netflix. Em dias que eu estou bancando a menina de 8 anos em vez da de 18, é regra que eu não posso assistir nenhum filme "cabeça". Nada de dramas, nem ficção científica, nem documentários, nem filmes sobre política e muito menos comédias inteligentes. De modo que fui direto para a sessão de comédias românticas bobas (nem todas são bobas, como vocês sabem).
E, como uma coisa do destino, lá estava um filme da Keira Knightley que eu ainda não tinha assistido. E aqui vai a maior surpresa! Era sobre uma mulher com medo de crescer, assim. como. eu.

Agora, eu vou tentar fazer uma resenha.

O filme se chama Laggies (Encalhados) e é de 2014. Tem a Keira, a Chloë Grace Moretz e o Sam Rockwell. Nas palavras do cara que faz sinopses pra a Netflix, "Megan tem 28 anos e muito medo de envelhecer. Ela conta ao namorado que vai a um seminário, de fato, está curtindo a vida com uma adolescente." E sim, essa é basicamente a coisa toda. Megan tem um namorado esquisito desde o Ensino Médio. Ele é fotografo e ela já tem mestrado e tudo, mas não é realmente nada. Eles estão dentro de um grupo de amigos (deveras cabuloso, inclusive) desde a adolescência. Os dois parecem estar presos ao passado, se fizermos uma análise mais profunda. Até que um dia, Megan é pedida em casamento por esse namorado estranho, surta e foge. A partir daí, eu já estava imaginando se eu não tinha sido assistida a minha vida inteira pela diretora, porque Megan parece muito mais comigo do que eu gostaria. Voltando, Megan conhece uma adolescente, elas ficam amigas (pra resumir MUITO) e ela acaba dizendo ao namorado que vai pra um seminário antes de se casarem, mas na verdade, vai passar uma semana na casa da nova amiga adolescente. 
A personagem da Chloë, Annika, também me lembrou muito eu mesma. Ela tem medo de relacionamentos e não consegue ter nenhum porque está sempre pensando no futuro, como se ela pudesse, sei lá, prever que não ia dar certo. Ou que talvez ela devesse esperar por outra coisa.
Eu li por ai que era patético que a Keira e a Chloë estivessem nessa comediazinha. "A moça que fez a Elizabeth em Orgulho e Preconceito atuar nesse filme, é simplesmente patético!" Como se Hollywood fosse dar o privilégio de escolha pra a Keira! Como se escolher só fazer filme de clássicos ingleses fosse torná-la hit! Mas de qualquer forma, eu não achei o filme patético coisa nenhuma. Tem comédia, é romântico, o que já cumpre com a promessa toda. E além disso, se você prestar muito atenção, ou estiver num dia sensível, vai perceber a profundidade da coisa. Eu não sei se a Megan supera ou não o negócio da gerascofobia. Também não sei se a Annika perde o medo de relacionamentos ou se ela chega em casa e não consegue dormir pensando em como namorar alguém é estranho. Não dá pra saber, porque é só um filme de quase duas horas. Mas dá pra a gente pensar um bocado. Tem uma cena em que a Megan diz "Você não pode deixar de lado o que quer por um futuro imaginário." E isso sintetiza absolutamente tudo sobre o filme. Era também o que eu precisava pra hoje.

Não, acho que isso não pode ser chamado de resenha.

Pra vocês que talvez esperassem uma resenha, bem, as atuações são boas(nada de muito especial é exigido dos atores, anyway), fotografia nem tanto, trilha sonora clichê. Mesmo assim, a diretora, Lynn Shelton, parece ser bem empática com a situação. E tem 64% no Rotten Tomatoes. Eu recomendo.

Enfim, acho que estou pronta pra voltar pra as minhas responsabilidades amanhã. E quem sabe, parar de imaginar tanto o futuro e, finalmente, entender que o medo de crescer só me faz perder o que eu não quero perder afinal, minha juventude.

12 comentários:

  1. Olá, td bom?
    Gerascofobia? Esse nome é novo para mim, mas agora q sei o q significa, vejo q n é lá um situação q eu n conheça :/
    "A moça que fez a Elizabeth em Orgulho e Preconceito atuar nesse filme, é simplesmente patético!" - chocada, gosto dessa atriz poxa shaushaushu Ela é boa sim, esse povo é q é 'recocado" hsuahsuh Gostei da ideia do filme, fiquei com vontade de assistir, então ele acaba de entrar pra lisitinha de filmes que quero assistir *u*
    bjs

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    1. Eu deveria ter colocado o significado no post hahaha Quer dizer, antes do post em si, pra ficar mais claro.
      A Keira é topissimaaaa <3

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  2. Não sabia o que era gerascofobia, e omg, nem sei se sou capaz de dizer essa palavra em voz alta sem me embananar hahahaha acho que medo de crescer todo mundo tem, né? A gente sempre fica "ai quando eu crescer vou ser isso..." mas a ideia de ter que fazer as coisas SOZINHA apavora um pouco. Eu pelo menos sou bem medrosa e fico pensando nisso, mas não dá pra pensar demais se não a gente fica paranoiada. No fundo, somos mais capazes do que a gente acha que é, e damos conta de tudo sozinhos. Mas nada como ter os pais pra dar uma moral pra gente x) eu ODEIO faltar aula, me sinto excluída da sociedade se isso acontece haha e o filme me pareceu ótimo, acho que vou assistir uma hora dessas x)

    Beijinhos :D
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Esse medo é comum na sociedade pós-moderna por causa das expectativas sociais em cima da gente :/ Ainda não sabemos lidar direito.
      Eu AMO faltar aula, infelizmente.

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  3. Oláá! tudo bem?
    Não conhecia essa palavra gerascofobia, mas acho que é algo muito comum entre as pessoas mesmo.. todo mundo passa por isso em algum momento da vida, é meio que uma regra, só que sem regras, porque você nunca sabe o que esperar. mas enfim, eu fiquei curiosa para assistir ao filme mesmo! provavelmente num desses momentos igual ao seu!
    beeijo

    http://lecaferouge.blogspot.com.br/

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    1. É um medo meio tenso esse, tem gente que consegue lidar melhor que outros. Que bom que gostou do filme!

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  4. As melhoras, sei bem o que é sofrer da garganta <3
    Não conhecia, mas acho que vou ver :o
    Beijinhos,
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  5. Eu estava conversando sobre isso agorinha com Mari. Eu to tentando me adaptar aos poucos e me acostumar com o fato de que eu não posso ser mais quem eu era ano passado, minha rotina mudou, responsabilidade aumentou e eu moro km de distância dos meus pais e nem fiz 18 anos ainda.

    Beijos, miga. Vai melhorar nossa situação, juro. Eu acho. Mas dizem que sim.

    Próxima Primavera

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    1. Adaptar-se nem sempre é tão fácil como a gente pensa :/
      Vai melhorar sim!!!

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