17 de junho de 2017

18 coisas que eu - finalmente! - aprendi com 18

Então eu tenho 18 anos. Faz, sei lá, dois meses ou mais que eu tenho 18 anos. E eu já escrevi um post sobre isso, finalizando o projeto 18 antes dos 18. Na verdade, o que eu estava mais interessada em fazer, era escrever sobre coisas que eu aprendi até aqui, com essa existência na terra. Agora, passados alguns meses que fiz aniversário, eu me sinto mais "preparada" pra falar sobre essas coisas que eu aprendi com esses anos. Eu com certeza vou reler isso aqui sempre. E querer mudar tudo depois.

1. Eu não preciso me encaixar. É doloroso e desnecessário tentar ser "normal" ou como a maioria das pessoas. Definições com as quais eu me identifico, nunca serão capazes de totalmente definir quem eu sou o tempo todo. Elas são só um jeito que acharam pra nomear uma ideia geral. Eu sou peculiar como os outros sete bilhões de seres humanos são, então às vezes eu não vou conseguir explicar as minhas peculiaridades e nem entender as peculiaridades dos outros. Eu sempre acreditei que tudo é contexto, afinal.

2. Não posso dizer quem é "bom" ou "ruim". Como eu reclamei pontualmente no Twitter, só porque você teve uma experiência ruim com uma pessoa, não significa que ela seja ruim ou que você deva "avisar" outras pessoas sobre ela! Meus valores, preferências ou afinidade são meus! Ninguém está aqui pra se encaixar nos meus padrões morais e ideológicos (nem estéticos)! É difícil de entender, mas enquanto eu me sinto na posição de julgar quem é bom e ruim, outras pessoas também estão me rotulando desse jeito, e com certeza eu não vou apreciar. Eu entendo que a alteridade é e sempre foi um problema, mas superestimar a si próprio ao ponto de achar que pode dizer quem vale e quem não, é ridículo. 

3. Ser "diferente" não é tudo que eu tenho. Por toda a minha infância e juventude, eu achava que as minhas singularidades em comparação com as normalidades das pessoas era o que me fazia "valer a pena". Então sempre que eu achava alguém que tinha um cabelo como o meu, ou que gostava das mesmas coisas, eu ao invés de amá-la, me sentia ameaçada por ela, pensava que ela era melhor do que eu, mais autêntica do que eu. Eu sou normal, sou como as outras pessoas, eu pareço com um bocado de gente e tá tudo bem. Na verdade, está ótimo.

4. Não preciso achar que nasci pra fazer tal coisa. Até porque não acredito nisso. Ando nem acreditando em talento, na verdade. Acho que as pessoas gostam de coisas e praticam e fazem coisas que parecem boas. Mas isso é relativo, como tudo na vida.

5. Não preciso ser amiga ou gostar de todo mundo. Não posso dizer se as pessoas são boas ou ruins, mas posso dizer se gosto ou não delas, ou se quero que elas estejam na minha vida. Às vezes não tenho nenhum motivo pra não gostar de alguém e eu me sinto mal por isso. Só que na verdade, isso é uma característica humana, eu posso simplesmente não me sentir atraída por esse alguém. Ou em certos casos, algumas pessoas não mal-intencionadas me são tóxicas e eu preciso entender que a minha qualidade de vida vem primeiro.

6. Não preciso beber, ou ser sexual pra ser legal. Eu não vou ficar com pessoas nas festas, nem ficar bêbada e isso não quer dizer que vou aproveitar menos ou que não sou divertida. Eu realmente não dou a mínima pra isso. Beber demais e ficar com pessoas casualmente não é quem eu sou. Às vezes eu me sinto estranha quando estou na companhia da maioria dos meus amigos, porque parece que eu estou sendo moralista, ou sei lá. Mas a verdade é que tentar me fazer ser como eles é que realmente parece moralista.

7. Odiar pessoas religiosas não é ok. Odiar pessoas não é ok. A religião me traumatizou muito. Eu não gosto de como essa instituição me afeta e à bilhões de pessoas, e eu tenho o direito ser totalmente crítica com isso. Mas não com as pessoas que seguem religião. Elas precisam da religião, seja por que motivo for. Eu mesma preciso de certezas, crenças ou algo pra me segurar. Pessoas religiosas não são menos inteligentes ou menos legais. São só diferentes de mim.

8. Me sentir inteligente, bonita ou qualquer outro bom adjetivo não é ser arrogante. E aqui vem algo muito revelador sobre mim. Eu tenho vergonha de dizer "obrigada" e de receber elogios, mas estou sempre elogiando as pessoas. Acho que na maior parte do tempo, não me considero alguém com baixa autoestima, mas sempre que as pessoas me elogiam, eu questiono a veracidade do comentário. Será que eu sou mesmo inteligente? Meu cabelo não é nem tão legal quanto o da (insira o nome)! Eu nunca questiono os meus próprios elogios, afinal.

9. Nem sempre me sentirei inteligente, bonita ou qualquer outro bom adjetivo. Tudo bem não saber sobre um assunto, Thainara! Tudo bem não saber sobre um assunto, Thainara! Tudo bem não saber...

10. Momentos ruins não fazem minha vida ruim. 


11. Sou perfeitamente incompleta. E não preciso de ninguém pra essa autorrealização. Tudo o que eu posso fazer é me compartilhar com outra pessoa, não esperar que ela me complete.

12. Me colocar em primeiro lugar é o mínimo! Porque se eu não colocar, ninguém vai colocar. E mesmo que alguém colocasse, isso seria horrível pra mim e pra ela. Eu só vivo uma vez, como diz a Barbra Streisand, então que eu faça isso aqui ser alguma coisa.

13. Não preciso ter certeza de todas as coisas. Mas, agora, preciso ter algumas certezas.

14. Não sou uma farsa. Um dos grandes problemas de quando alguém me elogia seja pelo o que for. Eu sempre penso que não mereço de jeito nenhum ou que talvez a pessoa me ache legal porque não me conhece de verdade. Eu acho que passo tempo demais tentando ser outra pessoa que não eu. O que é um total desperdício da pessoa que eu sou.

15. Às vezes, eu preciso muito desligar o raio problematizador. E ler um chick-lit, ver comédia romântica dos anos 90, escutar as playlists da Billboard Hot 100, ver Friends sem pensar demais, analisar quando vale ou não a pena discutir...

16. Posso não concordar com as pessoas. E elas ainda serão legais! Eu posso conversar normalmente mesmo sabendo que a pessoa discorda de mim! Não dá pra falar de contexto e achar que todo mundo é igual, então sejamos coerentes.

17. Vou ter necessidades porque sou um homo sapiens sapiens! E tudo bem pedir, Thainara. As pessoas te pedem tanto.

18. Ninguém realmente se importa, mas ao mesmo tempo, se importam. E ninguém é totalmente descomplexado com isso.

6 comentários:

  1. Eu também não me encaixo da sociedade, e muito menos concordo com as pessoas. Sempre vivi um pouco à parte...
    Beijinhos,
    An Aesthetic Alien | Instagram | Facebook
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    1. Tem muita gente que se sente assim também, quando você acha elas, se sente menos ET

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  2. Que post maravilhoso <3 Tenho 21 anos e tem certas coisas aí que apesar de eu ainda não me acostumei com a ideia! Mas a gente vai aprendendo na marra, né?

    Beijos!

    somehowme.blogspot.com.br

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  3. Que lista!!! *-* Sério, posso ficar aqui o dia todo "discutindo" sobre cada um dos tópicos, e sobre o quanto me identifiquei com eles. Acho que conforme o tempo passa, nossas prioridades e percepções sobre o mundo mudam, e a gente espera que seja pra melhor haha Eu também sempre "justifico" elogios, fico pensando se são verdadeiros... mas a diferença é que eu não sou muito de elogiar os outros, fico mais na minha. Agora estou aprendendo sobre discordar das outras pessoas. Fico pensando nisso sempre. Coloco na minha cabeça que é ótimo que as pessoas discordem de mim, já que assim vemos outro lado das coisas e o mundo vai pra frente. Ai, vou parar de falar pra não ficar muito grande. Mas refleti em todos 18 tópicos hahaha

    Beijinhos
    http://tipsnconfessions.blogspot.com

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    1. Obrigada!!! hahaha
      Eu também poderia ficar anos falando sobre cada um, mas ninguém merece ler um post do tamanho da bíblia né hahaha
      Sem discordância a gente não desenvolve pensamento crítico. Já imaginou onde estaria a filosofia e a ciência se não houvesse discordância?
      Beijos!!

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