13 de outubro de 2017

Dez livros amorzíneos pra quem não curte o mês do terror Feat. Thâmara (minha irmã)

Estamos no mês do horror (numa sexta-feira 13 maravilhosa) e, como eu falei no último post, eu estou participando de três maratonas de Halloween. Estou muito animada porque estamos no dia 13 e eu já estou indo MUITO bem! Mas já que nem todo mundo curte a vibe spooky de Halloween, o post de hoje é mais romântico. 
Já faz um tempão que eu não fiz listas, ou talvez eu nunca tenha feito listas, mas hoje eu senti vontade de fazer. Eu quero voltar a ler romances, porque eu gosto muito apesar de ser ariana (piadinha com signo, sendo que eu nem sei nada de signo é comigo mesmo, folks), então vim relembrar alguns dos meus preferidos aqui com vocês. Eu infelizmente acabei de perceber que não tem nenhum nacional na lista D: (e também não tem Shakespeare D: ) Mas se vocês quiserem dicas de nacionais, aqui vão algumas: Sal, Leticia Wierszchowski; Lucíola e Senhora, José de Alencar; A Mão e a Luva, Machado de Assis; Queria ver você feliz, Adriana Falcão; e A Cama, Lygia Bojunga.
Razão e Sentimento, Jane Austen 
Esse é, até o presente momento, meu livro preferido da Austen. Eu sei que Orgulho & Preconceito é o romance do milênio, mas acreditem se quiser, eu prefiro o Mr. Edward Ferrars e o Coronel Brandon ao Mr. Darcy hahaha Fora que Razão e Sentimento tem não só uma estória de amor, mas duas, já que ela conta as aventuras amorosas das duas irmãs Dashwood, Marianne e Elinor. Eu amo as duas e tenho muito das duas, mas acho que sou mais a Elinor (até porque, pra mim, ela conseguiu o melhor partido). 
Jane Eyre, Charlotte Brontë
Esse é o livro preferido da minha irmã, mas ainda não é featuring dela ashuahua
Foi um dos melhores livros que eu li ano passado e com certeza, o casal clássico que eu mais shippei na vida, vocês sabem disso porque no Wrap up de fim de ano eu falei dele. Eu amo o estilo das irmãs Brontë, que diferente do mundo meio provinciano da Austen, onde as mocinhas estão em busca de um tipo de subversão, traz umas narrativas meio obscuras, com casais não-perfeitos. Me pergunto o que diria Mr. Fitzwilliam Darcy se encontrasse o Mr. Rochester em alguma ocasião. Um encontro entre o homem perfeito da era regencial e o mocinho problemático da era vitoriana. Não que isso fosse possível, até porque eles não existem. Enfim! um dos primeiros livros feministas, meninas :')
A tulipa negra, Alexandre Dumas
Vocês sabem que eu sou completamente apaixonada por romances franceses e que eu venero os Dumas (pai e filho), né? Eu quis indicar esse livro porque eu já falei de todos os outros e esse é realmente o meu livro preferido (talvez disputando com O Máscara de Ferro) do Dumas pai até agora. Li em poucas horas e reli um dia depois hahaha Fiz todas as minhas amigas lerem também. Ah! No último diário de leituras, eu falei de A Dama das Camélias (criação do Dumas filho), que é um dos livros mais românticos desse planeta azul e que se parece demais com o próximo que vou indicar :)
Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco
Esse é conhecido por ser incrivelmente triste. É uma tragédia romântica portuguesa maravilhosa. A típica história do amor proibido, sem mais nem menos. Mas é um clássico que eu amei muito ler na minha época da escola e que me deixou apaixonada pela escrita desse carinha ai. 
Cyrano de Bergerac, Edmond Rostand
Quem não conhece as peripécias do poeta com o nariz mais feio da França? hahaha Eu amo demais esse livro, sério! Tem uma releitura do Pedro Bandeira que todo leitor que começou o hábito quando criança já leu, A Marca de uma Lágrima, um clássico da literatura juvenil nacional. De todo modo, Cyrano foi uma leitura que me destruiu e o final é o mais frustrante da história dos livros impressos! Mas eu recomendo fortemente.
Eu fui a melhor amiga de Jane Austen, Cora Harrison
Se você gosta de romances históricos e é fã da Austen, esse livro vai ser perfeito! Na verdade, ele é perfeito de qualquer jeito. Eu reli ele mais vezes do que posso contar e é um dos meus contemporâneos favoritos. O negócio é o seguinte, a Cora Harrison fez uma pesquisa intensa da vida da escritora romântica preferida de todos os tempos e escreveu uma ficção maravilhosa onde a prima da Austen, Jenny, se apaixona pelo Capitão Thomas Williams (a Cora conseguiu capturar a essência de todos os mocinhos Austenianos de maneira perfeita). Esse livro revela uma parte muito interessante da adolescência da Jane Austen e fala também um pouquinho do romance dela com o Tom Lefroy. Lembrando que alguns fatos e personagens são reais, outros não.
Lola e o Garoto da casa ao lado, Stephanie Perkins
Esse aqui (e os dois próximos da lista) é bem diferente dos que indiquei antes. É um Y.A. muito simples e levinho, não tem tragédia nenhuma, pelo contrário, é até muito bem humorado. Esse livro é famoso, tava bem hypado há uns anos atrás. Eu amo a escrita da Perkins e esse é o melhor livro que eu li dela. Gosto muito de como ela construiu os gêmeos Bell.
Como ser popular, Meg Cabot
Eu sou apaixonada pela versão juvenil da Cabot! Li a série da Princesa Mia Thermopolis quase toda e gosto muito dos solos dela também. Como ser popular é o meu preferido, mas ele é meio impopular né hahaha muita gente não gostou desse livro com o motivo que era muito besta, sei lá. Eu achei bem filminho Disney, a cara da Demi Lovato em 2009, mas eu também adoro esse tipo de coisa, então. Sendo bem sincera, esse é provavelmente o mais fraquinho dessa lista, mas às vezes a gente precisa  "desbaratinar", como diz minha mãe, certo?
Soul Love, Lynda Waterhouse
Esse é muito curtinho e o romance meio que acontece muito rápido, mas estranhamente isso não me incomodou. Conta a estória da Jenna, que se muda pra uma cidadezinha pequena depois de um problema na escola e lá conhece o músico folk Gabe, por quem se apaixona loucamente. Gosto desse livro pela representatividade, foi um dos únicos contemporâneos que li a falar sobre um assunto tão sério quanto o que Soul Love trata, que eu não posso dizer qual é, porque é a surpresinha do livro. Fora que gosto muito da vibe que ele tem, me faz lembra um negócio meio Wicca, não sei porquê.

*E agora a nossa participação especial já que faz séculos que eu li romance e ela lê mais esse gênero do que eu, ladies and gentlemen, Thâmara (indicando um livro que eu não li, então se for ruim, culpem ela)!*
A solidão dos números primos, José J. C. Serra e Paolo Giordano
Esse é um dos meus romances preferidos e eu o adorei principalmente por causa dos protagonistas e o quão reais são eles. Eles sentem de verdade, igual a gente. Paolo Giordano não recriou Romeu e Julieta na sua Itália contemporânea, não há esse amor ideal no livro e isso é muito especial.


Feliz dia das crianças atrasado, peeps! Pra todos os gerascofóbicos que ficaram meio triggered com o dia de ontem, I get you rs

5 de outubro de 2017

I own Halloween, biotch

Finalmente, FINALMENTE, o mês do horror, o meu mês, chegou. 
E chegou muito bem, levando embora a minha ressaca literária hahaha 
Outubro é um dos meus meses mais queridos, é possível que vocês já saibam. Eu amo Halloween, então são 31 dias de paixão pelo horror. Quero que vocês me acompanhem nessa. Quem gostar dessas coisas, óbvio.
Vou ver uns filmes e ler uns livros, porque é só isso que eu sei fazer mesmo ashuahua Vão ser poucos, porque eu tô bem atolada com a UFPE, né. Comentarei aqui todos os meus sucessos e fracassos obviamente. E quem for ler ou assistir terror me contem também!
Então estou participando oficialmente de três maratonas em outubro! A #HoraDePerderOMedo do Nuvem literária e do Book Addict,  a Maratona 24h Halloween Edition da readbyzoe e a SCREAMathon.

é a maratona criada pelas meninas do Nuvem Literária e do Book addict e que é direcionada aos leitores que não são muito fãs do gênero terror, seja por medo, ou por nunca ter tido a oportunidade de ler. Óbvio que os que já amam esse gênero, como eu, podem participar também.A maratona já começou, no dia 02 de outubro e vamos até 20 do mesmo mês. Os desafios são ler um livro de um mestre do horror, um livro de contos de terror e um livro com alguma criatura. Já que o livro de contos eu deixei pra a maratona 24h, eu vou ler Miniaturista mesmo.
Caixa de Pássaros
Eu já tinha começado esse livro há um tempo e tinha lido umas 50 páginas que não gostei nem um pouco. Daí abandonei. Mas como as pessoas não paravam de falar sobre o tal final surpreendente desse livro, eu quis dar mais uma chance. Reli as 50 páginas e terminei o livro no mesmo dia (02/10). Foi mais surpresa pra mim ter lido tão rápido do que o final esquisito do Josh Malerman. Mas enfim, gostei muito. Achei bem pensado e bem escrito. Não chega a ser um favorito nem nada e não me deixou tensa ou aflita como fez com as outras pessoas, mas foi uma leitura válida.
Miniaturista
Minha irmã comprou esse livro na Amazon Day só por causa da capa e da diagramação maravilhosas, mas o conteúdo também não deixa a desejar. É um contemporâneo escrito pela Jessie Burton, mas se passa no século XVII em Amsterdã. É uma fantasia dessas pra quem não curte muito fantasia. Estou no meio e sem saber o que achar. Estava bem parado até o fim da primeira parte, quando aconteceu um plot twist maravilhoso, mas agora, depois da surpresa, parece que voltamos ao marasmo das primeiras páginas. Mesmo assim, eu tô gostando de ler.
O Médico e o monstro
É uma tremenda vergonha que eu não tenha lido esse livro ainda! Eu tenho ele aqui faz décadas e nunca peguei pra ler. Minha irmã mais velha adora e eu confio muito no gosto dela pra literatura, então vamos lá! Esse preenche o desafio de ler um livro de um mestre do horror e de ler um livro com uma criatura (aliás, a Ju do Nuvem Literária vai ler o mesmo).

Maratona 24h Halloween Edition
criada pela rainha do readbyzoe e que vai acontecer às meia noite do dia 14 de outubro até às 11:59. Não há desafios nessa maratona e não é obrigatório ler terror.
O médico e o monstro (?)
Pode ser que eu termine antes do dia da maratona, mas acho difícil. No caso de acontecer, pode ser que eu enfie outro livro surpresa nessa lista(tipo O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares). Mas também pode ser que eu me dê uma folguinha.
Garota Exemplar
Tem mês que eu já preparo as leituras, e foi assim com outubro e dezembro. Comprei esse e Conto de Natal do Charles Dickens porque sou a louca das leituras temáticas.
Sete ossos e uma maldição
Esse livro eu li quando criança e eu morria de medo só de lembrar dele. Foi um dos meus preferidos e que me trouxe pra esse mundo lindo que é a literatura de horror. Vou reler porque é curtinho e porque já é tempo.

realizada pela criadora do canal Poison Books, ela acontece do dia 25 de outubro até o dia 31 e o desafio não é especificamente literário, nesse caso, só vou assistir séries e filmes.
Scream                                               Buffy The vampire slayer                              Stranger Things
Creep                                                   A Tara Maldita                               O bebê de Rosemary

Vou assistir muito mais coisa obviamente, mas essas são as minhas metas obrigatórias.

Se vocês forem participar de alguma maratona ou forem se desafiar a consumir mais terror esse mês e quiserem bater papo sobre, venha de zap hahaha na verdade, twitter @thainara_amorim ou instagram @th4inara

27 de setembro de 2017

Depois de um copo de vinho ruim, um filme dramático e uma crise de garganta, fui obrigada a desabafar

Aos meus amigos


Sempre acreditei que as nossas peculiaridades são o que nos faz especial. Isso sempre foi bem óbvio pra mim e talvez pro resto das sete bilhões de pessoas do mundo.

Pois bem, quando eu tinha uns oito anos, eu não me sentia dotada de muitas peculiaridades. Eu era uma criança bonitinha e fofinha como a maioria dos meus colegas de existência. Uma coisa ou outra às vezes me destacava, como ter uma irmã gêmea, uma casinha dos Flintstones, ou já ter lido alguns clássicos... Mas eu achava que ainda faltava algum troço pra eu ter alguma personalidade. Eu me sentia um filhote de humano e nada mais. Me diziam que isso vinha com o tempo, mas eu nunca fui um exemplo de paciência.

Nesse ponto da minha vida, eu decidi que observar as minhas primas mais velhas era uma boa pedida. Todas elas pareciam incrivelmente interessantes, com suas bandas favoritas e seus namoradinhos.
Vou te dizer, tive que fazer um trabalho que impressionaria o Arthur Conan Doyle, porque elas não me diziam muito! Toda vez que eu chegava perto das conversas silenciosas e dos risinhos, elas trocavam de voz (aquele bendito tom que foi convencionado entre os adultos pra falar com as crianças, que cientificamente, retarda o nosso crescimento mental, mas quem liga pra ciência?) e me davam umas respostas infantis. Percebi que não conseguiria muito progresso com a ajuda delas e troquei a tática. Eu sempre fui muito boa em me camuflar. Não tinha muita presença e é uma verdade universalmente conhecida que há muitas vantagens em ser invisível.

Elas entravam no quarto e lá estava eu no sofá, próxima à porta, fingindo dormir, mas escutando tudo. Elas iam pro terraço e eu ficava escondida na janela, de vez em quando simulando estar entretida com alguma coisa, no caso de uma delas me notar. Quando elas saíam pra algum lugar, eu fuçava tudo. Diários, cadernos de escola, revistas, livros, CDs... Mas eu ainda não entendia muito bem quais eram os elementos que as faziam ter a dita cuja(personalidade). Daí, meus caros, não me restou muito mais do que imitá-las. Se uma inventava alguma dessas modas juvenis, do tipo ter um número da sorte, eu procurava um número também. Se elas ficavam fãs de alguma banda adolescente, não demorava um mês pra eu ser especialista no negócio. Se elas decidiam que gostavam de usar tal estilo ou tal cor, eu queria mudar meu guarda-roupa. Mas ô coisinha chata essa de ficar copiando gente!

Aí fiz o que eu faço de melhor. Desisti, né. Foi quando eu conheci uma pessoa que hoje não é mais minha amiga, mas que eu ainda lembro sempre e que provavelmente nunca vou deixar de gostar. Ela era uma dessas crianças renegadas pelas pessoas grandes por ser menos criança do que o resto de nós. Ela era muito mais interessante, que nem minhas primas! Mas os outros da escola não curtiam muito ela. Eu, ao contrário, achava um barato! Uma daquelas pessoas que eu assisto meio com se fosse filme de ficção, que eu nunca cogito que vai se aproximar de mim e ficar por aqui mesmo. Mas foi o que ela fez. Não tinha motivo, quer dizer, eu era bem sem-graça. E tinha uma irmã gêmea mais bonitinha! Só que ela não fazia muita questão disso não.
Claro que eu fiquei fascinada. Segurei suas pernas (bem pateticamente) com força pra ela não mudar de ideia. Depois disso, os outros habitantes dos meus espaços passaram a prestar mais atenção em mim. Consegui outra amiga. E depois outra. E a lista foi aumentando.

Foi assim que eu percebi que tinha motivo sim pra eu agradar essas pessoas. No começo, eu me achava muito sortuda por tê-las e de vez em quando, ficava com ciúmes quando elas se aproximavam da minha irmã também. Eu sempre esperava que elas fossem perceber minha insipidez quando conhecessem uma melhor versão de mim nela (e esses pensamentos ainda voltam numas horas malditas, mas consigo lidar melhor com eles do que quando eu tinha uma década de vida). Só que isso não acontecia. Eu tinha uma personalidade, afinal.

Hoje eu acordei com saudades de vocês. Aí fui na minha gaveta e procurei umas bugigangas que eu fui guardando que me lembram as nossas peripécias. Um bocado de fotos, cartas, pulseiras de festa, lembrancinhas de aniversário... E um diário coletivo entre as minhas melhores amigas quando eu tinha treze anos. The Clarks era o nome, em homenagem a uma personagem do Alexandre Dumas (do livro Vinte anos depois, porque a gente tinha uma promessa de que seríamos ainda muito próximas vinte anos depois do diário). Li algumas páginas e ri um bocado como eu não fazia há um tempão. O diário é grande e não consegui ver tudo, mas parei numa parte muito especial que é quando estamos todas ansiosas porque O Fantasma da Ópera vai ser exibido na TV Aparecida. Uma coisa tão pequena que fez a gente tão feliz. Acho que amor deve ser isso.

Vocês são uma coisa muito cara. É tão difícil de achar e tão difícil de manter, mas é legal, é que nem ter um tamagotchi. Na verdade, melhor, é que nem ter professores particulares. Tipo Ensino Médio mesmo. Uns me ensinam uma coisas, uns outras. E olha, foi difícil pra caramba entender isso. Eu comparava vocês como se fossem livros do mesmo autor. E achava problemas nos nossos relacionamentos que na maioria das vezes, diziam respeito só a mim. Chorava um monte, me excluía dos nossos eventos e depois, com saudades, voltava mas sempre com um pé na porta. E então, graças aos deuses, eu entendi que as amizades são diferentes. Elas são como a gente, elas têm personalidade.


Tem amigo que me ensina o que um doutor me ensinaria, tem amigo que prefere me perguntar o que eu sei. Tem amigo que me tira da zona de conforto e tem amigo que é que nem rede de sítio de parente distante. Tem amigo que me mostra umas coisas da vida como se tivesse setenta anos, mas que nasceu no mesmo ano que eu. Tem amigo que gosta de me fazer sentir especial e tem amigo que é tão especial que é bom de ficar admirando. Tem amigo que escuta mais do que fala e tem uns que falam pra burro, mas é gostoso de ouvir, sabe? Vocês são muitos e de muitos jeitos. E a gente estuda um tantão de coisa, português, filosofia, matemática... Mas a gente não estuda gente e eu queria estudar vocês. 


De qualquer modo, eu me sinto na obrigação de avisá-los que eu sou meio decepcionante mesmo. Não digo isso por baixa autoestima e nem nada, mas porque é verdade. Não sou nada parecida com aquelas melhores amigas da televisão. Eu não sei retribuir, é uma coisa que às vezes eu acerto e às vezes não. Sou meio attention seeker, e eu vou querer sair com vocês um monte mas pode ser que eu me sinta muito sozinha e fique quieta o resto do passeio ou vá embora sem nenhum motivo. Não tem coisa que me assuste mais do que confrontos, mas vocês sabem que como fã de filmes trashs, eu adoro coisas assustadoras. Também não sou boa com mudanças, mas se vocês me derem um tempinho eu me adapto que nem aqueles peixes árticos que congelam por sobrevivência. Falando em congelar, eu não sou muito calorosa. Tem dia que eu vou pra bem longe e demoro um pouco pra voltar, mas eu sempre trago presentes quando viajo. Sou meio esquisita e não sei nunca o que falar (e tem ocasião que eu desato a tagarelar quando não devia). Acho que vocês se irritam com a minha espontaneidade, mas sei que isso é besteira. É só por causa dela que nos conhecemos. Entre a gente não deveria ter insegurança e nem medo, mas se tem espaço pra mim, essas coisas vêm junto.

Não gosto muito de pensar nos anos que nos esperam, mas tem dia que eu fico imaginando o futuro e pensando em quem vou encontrar no bar e morrer de orgulho porque conheço gente importante. Pode ser a que pinta umas alegrias tão bonitas quanto o Renoir, ou a que é uma intelectual formada em dar conselhos pros outros. Talvez seja aquele menino que sempre me surpreende com tamanha determinação em suas convicções ou o roqueiro que é tão inteligente que não sabe pra onde está indo (sabe, que nem aquilo que o Nietszche falou sobre a sabedoria ser um paradoxo, "O homem que mais sabe é aquele que mais reconhece a vastidão da sua ignorância"). Possivelmente o maior baladeiro desse país que é a coragem em pessoa ou a menina que acha que não vai muito longe, mas que está indo na velocidade da luz. Quem sabe não é uma futura designer especialista em kpop, ou o que escreve e canta umas coisas tão maiores do que eu consigo enxergar? Enfim. Quero ver vocês alcançando o céu. 


Isso é tipo um textão de aniversário coletivo, porque eu nunca os faço, mas sempre tenho vontade de fazer. Não é nem que eu não tenha nada pra dizer, é só que eu morro de medo de amar mais vocês do que vocês me amam. E já que não tem régua pra medir amor, eu vou deixar isso pra lá e escrever mesmo. Pra os que me suportam há mais de uma década, há anos ou há alguns meses. 
Eu só perdi uma amiga na minha vida. Muitos saíram dela fisicamente por causa dessa coisa chata que é o mundo e outros foram por caminhos e linhas de pensamento que eu não consigo alcançar, mas só uma foi embora porque quis. E se tem uma coisa que eu tento cuidar são vocês. Então se sentirem que tem mais contras do que prós em terem meu número no celular, por favor, me deixem um aviso prévio. Um post-it que seja, só pra eu me preparar para a despedida. Aos que desejam ficar, obrigada, vocês são sempre bem-vindos.

Eu não sei o que vocês veem em mim, mas, por favor, continuem vendo. 

Tenho vontade de fotografar todos num pico de felicidade e colar as fotos na parede do meu quarto bem em frente a minha cama, de modo que eu acordasse toda manhã (tarde, pra falar a verdade) e lembrasse o quanto a vida é boa. 

E já que estou sendo incrivelmente brega...

I'm so sick of losing soulmates
so where do we begin
I can finally see
you're as fucked up as me
so how do we win?
*
Hello, peeps! Já que alguns de vocês me disseram que gostam muito dos meus desabafos, cá estou eu, derramando minhas emoções para vocês. Fiquei muito feliz, pra ser sincera, com quem disse que era muito legal esse espaço onde eu choro e vocês também hahaha Aqui é tipo o Twitter, né? Eu reclamo, vocês me consolam, daí se reclamam também e eu tento consolar vocês e assim vai! Mas realmente estou animada com isso. Tem lugar que a gente usa pra desabafar e aliviar as pressões de estar vivo mesmo, né? É legal que alguns de vocês tenham encontrado isso aqui. Muito obrigada <3
Também gostaria de dizer que jamais estive tão atarefada (mas eu digo isso sempre hahaha), e que por isso demoro pra postar e pra responder os comentários. A vida das vítimas do capitalismo é assim, galeura. Uma hora passa e eu fico mais tempo nesse blog.
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