18 de setembro de 2017

Why are you so obsessed with me?

E aí, pessoas? Como vai a vida de vocês? Eu vou bem, socialmente falando, mas não tão bem mentalmente. E tudo bem, eu acho. Se eu fosse feliz ou de boas o tempo todo, eu não seria humana, certo? De qualquer forma, é assim mesmo que as coisas acontecem quando você mora in this wild world, como diria o Cat Stevens. Engraçado que agora que eu meio que estou passando para o lado das pessoas que têm mais responsabilidades que tirar notas boas e estou me decepcionando com as minhas idealizações do que seria ter 18 anos, eu voltei a escutar essa música. Wild World, digo. Eu sempre vou pra universidade ouvindo ela e é uma daquelas coisas que faz o dia melhorar um pouco. Não sei se vocês sabem do que eu tô falando, mas a pequena pausa que o Cat dá antes do "And I'll always remember you like a child girl" é um remédio para os pensamentos negativos. Tentem.
Ah! E é possível que as cartas voltem. Se não voltarem, de toda maneira, meus escritos dramáticos ainda permanecerão, porque enfim, é isso que eu faço. Não sei se conseguiria ser tão sistemática aqui. E nem quero, pra falar a verdade. Esse blog não tem nenhuma pretensão mesmo além de me dar um pequeno sentimento de validação e alívio emocional.

Decidi então, falar sobre as baboseiras que mais me interessam na vida, fora livros e coisas acadêmicas. Também não vou falar de O Fantasma da Ópera, nem Capitu, nem web séries de clássicos, nem minisséries da BBC, pra variar um pouquinho.
Aqui vão minhas obsessões (e quando eu digo obsessões, não estou brincando) não-literárias!


1. Michael Jackson
Eu já falei nesse post aqui, o quanto eu sou simplesmente apaixonada por esse homem. Eu o conheci quando tinha doze ou treze anos. Fui na casa de uma amiga pra trocar DVDs e lá estava Michael Jackson's Greatest Hits. Ela falou que era bem ruim e que ela tinha medo (?) dele. Mesmo assim eu quis levar. Cheguei em casa e pus imediatamente. Gostei do primeiro clipe. Amei o segundo. Fiquei obcecada no terceiro. E estou obcecada desde então.
Passei uns dois anos completamente louca! Li todas as biografias que consegui encontrar (incluindo o calhamaço do J. Randy Taraborelli, que surpreendentemente, eu li em uns três dias!), ouvi e assisti todos os CDs e DVDs que tomei conhecimento, vi os filmes, participei de fã clubes, criei grupos com fãs na cidade, tudo o que uma pessoa obcecada pode fazer por um ídolo. Era tão forte que minha mãe cogitou tomar tudo o que eu tinha dele porque achou que eu estava ficando doida. Mas era só coisa de pré-adolescente sobrevivendo aos terríveis tempos da puberdade mesmo. Depois que minha pouca sanidade mental voltou, eu passei a apreciá-lo mais como um símbolo do que como um deus. Sou absolutamente grata por ele, porque apesar de muito indiretamente, ele foi a única coisa que me impediu de entrar na maior depressão da história em 2012. Além disso, fiz um amiga incrível por ser fã do Michael.
Meu clipe preferido no momento é esse ai, de um dos meus álbuns preferidos, Dangerous. Felizmente eu amo tudo o que ele fez, então sou péssima pra escolher, eu me sinto como a Sofia tendo que escolher entre os meus filhos ashuahsua Sabiam que esse mês o espólio dele lança um novo projeto póstumo chamado Scream? Não me aguento mais de tanta ansiedade (apesar das várias ressalvas com esse espólio maluco)!

2. Heathers - The Musical
Eu sou apaixonada por musicais em geral (The Addams Family, The Rocky Horror Picture Show, Spring Awekening, Les Mis), mas esse deve ser o meu preferido depois de O Fantasma da Ópera (que eu já falei acima que não vou citar). Conheci as aventuras psicóticas de JD e Verônica Sawyer deve fazer uns quatro anos (é baseado em um filme maravilhoso do mesmíssimo produtor de Mean Girls, com a Winona Ryder e o Christian Slater), e desde então, não passo um dia sem escutar alguma música dessa obra-prima da Broadway. Minhas preferidas são Meant to be yours, Freeze your brain, Our love is God, Candy Store e Dead Girl Walking. Infelizmente não há uma versão legendada e nem em ótima qualidade na interwebs, mas eu recomendo muito ver mesmo assim. Ou pelo menos assistir ao filme.
3. Glee e Gilmore Girls
Nunca gostei muito de séries, mas essas foram arrebatadoras. Não são incrivelmente inteligentes nem nada e você não vai discuti-las em uma mesa redonda com intelectuais de charuto na mão, mas são MUITO boas. É o tipo de bom que agrada razoavelmente todo mundo, mas encanta um específico grupo de pessoas. Você precisa se identificar com os personagens pra realmente se envolver com a coisa toda e eu me encontrei em muita gente nas duas séries. Eu já as reassisti milhares de vezes e não consigo passar mais de um dia longe delas. Principalmente Glee, porque ela me lembra de muita coisa que eu não posso esquecer. E eu amo essa versão do Artie especialmente (eu já trouxe ela pra o blog nos primórdios do SEMFM).
4. Filmes de comédia romântica dos anos 80 e 90 (e 00's)
Nada na vida como ter comfort movies e aqui vão os meus: O Clube dos Cinco, Pretty in pink, As patricinhas de Beverly Hills, Mean Girls, 10 coisas que eu odeio em você, Sleepless in Seattle, Um lugar chamado Notting Hill, Harry e Sally - Feitos um para o outro, e um monte de outros que eu passaria a noite listando. São filmes muito bem avaliados pela crítica, mas eu não gosto deles pelo aspecto técnico, mas porque eles sempre me tiram da bad com absoluta efetividade. Essa cena é de O Clube dos Cinco e é uma das minhas preferidas da vida (não é spoiler nem nada, in fact, seria muito incrível se você já não tivesse visto em algum lugar).
5. Dança
Eu comecei a dançar fora da minha casa, em apresentações de verdade, com nove anos. Participei de um grupo de dança por quase toda a minha vida e já me apresentei com a minha irmã em vários lugares, inclusive já ganhamos concursos e tal. Desse modo, sempre foi meu sonho ser dançarina profissional (e fazer o papel da Meg em O Fantasma da Ópera na Broadway :') ), mas minha família nunca pôde pagar pelas aulas extremamente caras da minha cidade, então esse sonho morreu junto com o sonho de ser amiga da Teri Polo. Mas eu continuei vendo religiosamente meus programas e reality shows de dança, como o So you think you can dance, Dance Moms e Dancing with the stars. Um dia, quem sabe, eu possa dançar uma valsa vienense tão bem quanto a Lizzie.

6. Músicas breguíssimas 
(eu estou perfeitamente consciente da inexistência desse termo, 
mas que já foi usado pela Clarice Lispector, de acordo com minha irmã mais velha)
Todas lançadas entre 1960 e 2010. Nesse post, tem uma playlist com algumas delas. Mas são basicamente músicas ruins que você ouviu na infância (ou em DVDs de casamento ou formatura) na casa de alguma tia ou avó sua. Sabe Air Supply, The 5th Dimension, Toto, The Supremes, Flatwood Mac, Elton John, George Michael, Az Yet, Tony Braxton... Essa do vídeo, Wedding Bell Blues, é o meu vício do momento. O clipe é terrível, como vocês podem ver, mas a música é boa se você der uma chance.

7. Mistérios sobrenaturais
Tais como sereias, Atlântida, Oak Island, E.T.s, fantasmas, paralisia do sono, possessão, vampiros e etc. Por causa disso, um dos meus maiores sonhos é morar na Romênia, ou pelo menos conhecê-la. Se você não sabe do que estou falando, a Romênia é o país que abriga a maravilhosa cidade da Transilvânia, onde se encontra o Castelo de Bran, supostamente a moradia do Conde Drácula. Mas já que não posso por agora, eu sacio essa obsessão com filmes e livros de terror, documentários bizarros do Sci-fi, programas muito ruins (mas muito bons) da Bio e Lifetime, vídeos de relatos sobrenaturais... E claro, comemoro o Halloween e o Solstício de Inverno como uma boa weirdo. 
Não sei como essa fascinação surgiu, mas acho que por causa dos livros (e até dos contos do Luís da Câmara Cascudo). Me lembro de quando eu era criança, eu pensava muito em ser cientista sobrenatural e ir atrás desses mistérios que surgem na internet, que nem os caras do Fato ou Farsa. Eu também gostava de ficar perguntando a todo mundo na minha família se eles tinham passado por alguma coisa paranormal ou se acreditavam. Sendo agnóstica, eu nem acredito e nem desacredito. Acho muita pretensão minha concluir qualquer coisa sobre um universo tão maior do que eu.
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O fabulosíssimo Castelo de Bran!

13 de setembro de 2017

Dezenas

Eu fiz 10 anos há oito anos atrás. 
Foi num sábado muito ensolarado e quente. No dia, eu precisava ir à catequese de manhã, chegar em casa por volta das 11h, almoçar e ficar à tarde "vigiando" o namoro da minha prima de, na época, 22 anos, na casa ao lado. Eu me lembro direitinho do evento. Foi nesse dia que eu ganhei meu primeiro par de calças jeans. Agora eu era, enfim, uma mocinha. 
Com o par de calças jeans não veio só o sentimento de ser mocinha, mas um medo gigante de crescer, que se escondia toda noite debaixo da minha cama. Eu ignorava. Fingia que era medo de escuro.
"Ei! Será que painho e mainha tão dormindo?" Eu perguntava de madrugada às vezes, sem realmente direcionar a pergunta pra alguém.
"Claro, menina! Deixa isso pra lá, vai dormir também". Minha irmã mais velha respondia.
"E se eles morrerem?"
"Que nada a ver, volta a dormir!"
E isso me acalmava. Esse jeito mandão dela me mostrava que eu não ia ter que deixar de ser criança tão cedo. Tinha medo de os meus pais morrerem e eu ter que ir pagar as contas. Pegar ônibus, imagina! Se eles fossem embora, pro além, minha irmã teria que cuidar de tudo. Ela e meu irmão, já que homem deve entender dessas coisas.
Apesar desses pensamentos que me assaltavam a hora de dormir, eu amava ter 10 anos! Gostava da escola, dos amigos, do grupo de dança... Gostava de ser criança e da inércia que isso pode ser. 
Mas ainda assim, sonhava muito com o dia que teria 15, pra viver as aventuras das mocinhas de filmes da disney, pra ter um namoradinho, como a minha prima, pra que eu pudesse dar minha opinião sem que ninguém me silenciasse por ser uma pirralha. 
Fiz 15. As coisas não aconteceram. 
Me silenciaram por não ser como o meu irmão. Me silenciaram por ter óvulos descendo de mim cinco dias por mês. 
Esperei pelos 17. Vou me apaixonar por um vampiro, ou sair de casa e ir pra a capital, talvez descubra que minha família tem descendências míticas, sei lá! Os 17 então chegaram. E eu conclui que nada mesmo ia acontecer. Não assim, não se eu não fizesse acontecer. E foi ai, caro leitor, que eu desenvolvi um medo terrível de sair das primeiras dezenas! 
Eu tenho 18. Mais dois anos e eu vou para as segundas. Mais dois anos e eu tenho que prestar conta do meu futuro promissor, tenho que ter um relacionamento estável, estar quase no fim da minha primeira (!) graduação e caminhando para um sucesso profissional que deve estar perfeitamente estruturado, no máximo, até os 24. E como eu não me apaixonei por um vampiro, provavelmente essas metas também não se concretizarão, e eu vou entrar na famosa crise dos vinte anos e ficar mais nostálgica ainda do que já sou. E o medo dos trinta vai aparecer. E dos quarenta e assim por diante... O que não vai aparecer, infelizmente, é o sentimento de "Que boa essa época. Vou aproveitá-la quanto der."

*Quero conversar um pouco com quem me lê. Então, não vai ter mais 12 cartas em 12 meses, eu acredito. Tô meio desanimada com esse lance porque acho que estou muito drama queen nesse blog. Desse modo, se um dia eu voltar a me sentir confortável em escrever meus impasses existenciais aqui, eu volto. Por enquanto, eu quero falar mais de livros, de discussões maiores que as minhas crises. Esses dias eu voltei a me apaixonar pelo que está fora de mim, sabe. Eu estava meio deslumbrada em analisar a mim mesma, mas agora, as coisas externas parecem mais interessantes. Estou lendo revistas, quem diria! Me encantei com os estudos de traje de cena e finalmente voltei a ler Jules Verne. Eu tava muito saudosista esse ano, mas me agarrei a nostalgia e nela eu não posso ficar por muito tempo. Às vezes a gente tem dessas né, de se apegar com a melancolia. Mas enfim, por mim já chega. *
**Ah! Vou editar isso aqui só pra dizer o quanto esse espacinho na interwebs me faz bem demais. Obrigada a todo mundo que comentou no outro post ou que veio falar comigo nas redes! <3 **

31 de agosto de 2017

Um manifesto escrito absolutamente do jeito que me veio a cabeça (desculpem pelas palavras não-cultas rs)

Há dias que eu estava agoniada. Passava horas enrolando na cama até conseguir dormir, e quando conseguia, eram sempre sonhos aflitos. Levantava sem o menor ânimo de fazer coisa nenhuma e como sempre, com fome, mas sem realmente vontade de comer. Então não comia. Ia pra o quarto me trocar e reclamava que todas as minhas roupas estavam grandes demais. Fazia uma nota mental: Coma da próxima vez. Só que a próxima vez nunca chegava. Pra esconder minha insatisfação com a minha aparência, eu gastava alguns minutos me maquiando e jogando o cabelo de um lado pra o outro. Nada mudava muito, mas pelo menos eu não me sentia tão vulnerável. Ia pra a universidade, cansada, mas sem ter trabalhado um só minuto. Não aproveitava a aula, só pensava em mil coisas, principalmente em voltar pra casa. Voltava, cochilava um pouco, acordava assustada. Tinha um monte de coisa pra fazer. Às vezes fazia, às vezes tentava, às vezes nem isso. 

Essa última semana acordei irritada. Concluí que ia mudar esse hábito de viver horroroso. Ou melhor, viver não, passar os dias. 

Então comecei a comer mais. É difícil, mas de pouquinho em pouquinho, a gente sempre consegue (Ontem comi relativamente bem em todas refeições. Comi todas as refeições, o que já é incomum). Não usei maquiagem (até ano passado, eu nunca usava isso pra ir pra escola, por que que agora eu tenho que acordar mais cedo pra cumprir um troço que eu nem me importo realmente e que dá um trabalho do capeta pra tirar?). Alisei o cabelo só pra não ficar mexendo tanto (e porque estou com crise de garganta e prefiro não passar duas horas finalizando o cabelo e morrer depois). Tentei dormir antes das 3h da manhã (alguns sucessos, alguns fracassos). Li mais e passei a tentar prestar atenção na aula. Afinal, eu não pego quatro ônibus todos os dias pra perder minha tarde olhando pra o teto do lugar, né. E nem tive crise de ansiedade na época do Sisu pra cagar pro curso agora.

Enfim, a semana correu tranquilamente. Estava quase nem ai com o fato de as minhas calças estarem folgadas demais e quase nem ai pra a minha cara limpa até de protetor solar (porque eu infelizmente só me lembro de passar quando me maquio). Aí ontem (meio hoje, uma vez que eu ainda não dormi), depois de um dia quase inteiro na faculdade, eu saí da sala e me sentei no banco da frente do meu bloco. A vista não é lá aquelas coisas não, são umas árvores, uns prédios longes, um grande espaço vazio e um estacionamento. Apesar disso, eu gosto muito daquele lugar. 
Fiquei lá sozinha. Pensando em nada e sem querer mesmo pensar em nada. 
E meu coração foi parando de bater tão rápido e estava, de repente, tão tranquila que nem me lembrava mais de como era a sensação. Como eu não ia perder esse raro momento de sanidade 
mental, eu aproveitei pra me autoanalisar.

E ai, querida? Qual é a de ter quisto tanto estudar na UFPE e agora estar ai fora da sala?
Lembrei do Canadá. Senti o cheiro do incenso da minha homestay. Imaginei que as árvores secas pra as quais eu olhava, fossem os majestosos pinheiros que eu tanto queria ver desde Crepúsculo.

Falemos novamente sobre este que é um dos únicos bons exemplos que tenho pra dar desde que eu só nasci há 18 anos atrás.

Hoje fazem dois anos que eu passava meu primeiro dia (inteiro) lá. 

Eu sonhava real em ir pra aquele lugar. Não era só sair do Brasil, era ir pra o Canadá. Meu professor tinha ido e falava pra caralho do país. Eu me desanimava, pensava que nunca seria capaz. 
Fui capaz. De repente tava no avião pensando "Mano, minha vida é foda!" e quando pisei em terras canadenses, tudo que eu conseguia formular na minha cabeça era "Achei que fosse mais isso ou menos aquilo". Parecia que todo mundo tinha exagerado e que era só mais um lugar comum. Um lugar lindo, mas comum. 
E quer saber? Era mesmo. Era só mais um pedaço de terra, assim como a UFPE é só mais uma instituição federal, assim como meu corpo é só mais matéria ocupando lugar no espaço. 

Absolutamente nada vai ser relevante se você for uma ameba como eu fui nos primeiros dias do intercâmbio e como estive sendo essas últimas semanas. 

Idealizar as coisas é a pior merda que você pode fazer. Eu pensava que seria uma cheerleader popular no Canadá, que seria exatamente como em Glee ou nos blockbusters americanos. Mas não foi nada disso. Foi eu, sozinha, fudida de medo, tentando me acostumar a finalmente ser responsável por mim mesma, a finalmente ir sozinha pra os lugares e apreciar minha companhia. Quando eu estava deixando aquele país, me lembro de estar no carro da minha host family, escutando Hips don't lie da Shakira e muito triste. Não chorava por estar deixando o Canadá, por mais que eu tenha ficado deslumbrada por aquelas árvores vermelhas. Eu chorava porque sabia que sentiria falta de mim lá. De quem eu era, de como eu havia sido forçada a ser. Eu voltei pra minha casa e não demorou nem uma semana pra eu me acomodar de novo. E era por isso que eu tava triste.

2016 foi com certeza um dos anos mais confortáveis da minha vida. Eu amei o meu último ano da escola. No entanto, eu esperava que em 2017, com a entrada na universidade, eu fosse voltar a ser aquela pequena Joana D'Arc que eu era em 2015 (era isso que eu pensava enquanto dançava Mad World do Tears for fears na foto que ilustra esse post, que é não somente uma das minha fotos preferidas, como um dos meus momentos preferidos). E bem, não. Estamos quase no fim do ano (porque setembro é quase fim do ano pra mim rs), e eu só fiz me reclamar. 
Ai, esse ano tá horrível! E vai provavelmente continuar sendo difícil. Mas aqui eu deixo um manifesto, caro leitor! Vou tentar ser menos pessimista. Eu nunca fui simpatizante com isso mesmo. Então vou parar de bancar a existencialista e vou estudar, comer, dormir bem, passar protetor solar, usar menos maquiagem e fazer mais o que eu quero fazer. Eu duvido que eu volte a ser aquela menina independente até o último dia de dezembro, mas vai que daqui um ano, eu não volte pra dizer como estou me sentindo corajosa, como eu fiz nesse post aqui? 

Seja como for, essa é a minha dica muitíssimo relevante pra mim (talvez muitíssimo irrelevante pra você): Sua vida não é uma comédia romântica do John Hughes. A vida de ninguém é. 

Beijos, até mais.

And I find it kind of funny, I find it kind of sad
The dreams in wich I'm dying are the best I've ever had
I find it hard to tell you, 'cause I find it hard to take
When people run in circles it's a very very
Mad World!

*Eu amo essa música na versão original, porque eles performam sorrindo e dançando. A vida é uma merda, mas é ótimo viver. É engraçado e é triste. É exatamente como me sinto agora. No começo do ano, eu era a versão do Gary Jules, mas termino 2017 dançando sozinha como o Curt Smith.*

**Ah! Era pra ter tido post do 12 cartas em 12 meses, mas eu não consegui fazer do jeito que queria. Vai ser o próximo post, juro. Mas eu não podia deixar o dia 01 de Setembro sem fazer um desses escritos confusos e meio out of nowhere.**
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